quinta-feira, 18 de agosto de 2011

1º doutorado em Museologia

Unirio inaugura 1º doutorado em Museologia da América Latin

O primeiro doutorado em Museologia e Patrimônio da América Latina realizou nesta segunda-feira a aula inaugural no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro. O início do curso faz parte da programação de um seminário internacional que comemora os cinco anos do Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-Pmus), criado em 2006 pelo Mast, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio).

A aula inaugural foi coordenada pelo presidente do Conselho Internacional de Museus (Icom), Hans-Martin Hinz, com tradução simultânea. O seminário vai até quarta-feira, com palestras, mesas-redondas e debates. No encerramento, pesquisadores em museologia e patrimônio apresentam os resultados de seus trabalhos e mostram um panorama das duas áreas na América Latina.

De acordo com o coordenador do programa, Marcus Granato, os cursos oferecidos seguem a tradição da Escola de Museologia, oriunda do Museu Nacional e hoje uma unidade da Unirio. "Com o mestrado, e agora o doutorado, teremos um fluxo de 30 alunos formados por ano, atendendo a uma demanda crescente do mercado", disse.

Granato informou que não existe mão de obra disponível entre as pessoas formadas pelo programa de pós-graduação. Neste mês de agosto, está sendo aberto mais um processo seletivo, tanto para o mestrado quanto para o doutorado, para as turmas que iniciarão os cursos em 2012.

Museologia - Guia do Estudante

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Será que Museologia é a melhor opção?

O museólogo dedica-se à classificação, à conservação e à exposição de peças de valor histórico, artístico, cultural e científico. Sua missão é transmitir conhecimentos e desenvolver ações culturais por meio de acervos. Além de planejar e executar tarefas de documentação, arquivamento e conservação de objetos, ele faz aquisições, administra coleções e promove intercâmbio de peças com outros museus. Atua no planejamento, gestão, execução e acompanhamento de projetos e políticas vinculados ao patrimônio natural e cultural. Organiza mostras e exposições, analisando a melhor forma de apresentar as peças, de acordo com o interesse do público. Pode atuar em universidades, centros comunitários e sítios arqueológicos.

O mercado de trabalho

O Brasil passou por uma significativa reestruturação na área museológica com a entrada em vigor do Estatuto de Museus, lei que definiu regras para preservação, conservação e restauração dos acervos, em 2009. Na mesma época, o governo criou o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), uma autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, que deverá coordenar a Política Nacional de Museus. Com a medida, o governo espera aumentar a visitação e a arrecadação, além de incentivar políticas de compra e preservação de acervos. A proposta é também criar instituições em municípios pequenos, favelas, áreas quilombolas e indígenas. Hoje, os 2.822 museus do país estão centralizados em apenas 26,8% dos municípios, principalmente grandes cidades. As iniciativas públicas devem trazer mais investimentos para o setor e aumentar a demanda pelo museólogo. "No fim de 2009, o Ibram abriu concurso com 50 vagas destinadas a museólogos para o trabalho em instituições, como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e a Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, entre outros", afirma Ivan Coelho de Sá, coordenador do curso da Unirio. Centros culturais de empresas, fundações, institutos de pesquisa e galerias de arte são outras possibilidades de emprego. "Com as inovações tecnológicas, abriu-se um novo campo de trabalho: os museus virtuais e as exposições de acervos na internet", completa Coelho de Sá. Embora as vagas fixas tenham aumentado nos últimos anos, muitos formados ainda atuam como prestadores de serviços. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as que mais oferecem emprego devido à concentração de museus e centros culturais. Na Bahia e em Minas Gerais, o museólogo pode encontrar boas ofertas, em razão da tradição desses estados em preservar a memória histórica.

Salário inicial: R$ 2.562,00 (20 horas semanais; fonte: Conselho Federal de Museologia).

O curso

Algumas disciplinas da área das ciências humanas, como história da arte, história geral e do Brasil, oferecem conhecimentos para uma formação mais sólida. Há aula sobre conservação de acervos, documentação museológica e gestão de museus. Na parte prática do curso, o aluno aprende a construir maquetes, a montar exposições e a catalogar peças de acervo. As escolas exigem estágio e um projeto de conclusão de curso.

Duração média: quatro anos.

O que você pode fazer

Ação cultural

Articular conteúdos e temáticas tratados em exposições para públicos específicos, como estudantes ou idosos, buscando formas pedagógicas de apresentação do acervo ao público.

Ação documental

Estabelecer políticas de aquisição, cuidar da seleção de peças e da identificação de obras para o acervo. Promover intercâmbio com museus e instituições culturais, artísticas, históricas e científicas para trocas temporárias de obras. Tratar da documentação para a permuta de obras.

Catalogação

Classificar e organizar o acervo, numerar e fotografar peças, produzir laudos técnicos. Controlar a entrada e a saída de peças, avaliá-las para efeito de empréstimo e auxiliar no tombamento do acervo.

Conservação

Avaliar a necessidade de restauração de peças e encaminhá-las para a conservação ou a recuperação. Monitorar as condições, principalmente ambientais, adequadas ao armazenamento, ao manuseio, ao transporte e à exposição do acervo.

Exposição

Selecionar peças e informações relacionadas com os objetos apresentados nos circuitos expositivos e definir a melhor maneira de mostrá-las.

Memória empresarial

Organizar acervos de empresas e instituições públicas. Pesquisar e recuperar documentos e a história da instituição.

Pesquisa

Aprofundar-se em temas, períodos históricos, artistas ou obras que compõem acervos.